A Prova Final!
Saturday, March 28, 2009
Wednesday, March 04, 2009
Sunday, February 22, 2009
Monday, February 16, 2009

Dei o primeiro calote
Uma corrupção bem sucedida
Ganhei e gostei dela
E lá me atraquei a ela
P'ró resto da minha vida
Às vezes uma pessoa
O suborno não perdoa
Faz bater o coração
Mas tenho grande vaidade
Em ser uma sumidade
Na arte de aldrabão
Sou Engenheiro
Dos Piratas companheiro
Dedicado embusteiro
Pequeno ladrão do povo
E governando
A idade vai chegando
Ai O cabelo branqueando
Mas o Freeport é sempre novo
Todos vão para a rua
Na empresa que não é sua
Mas eu tenho outro desejo
Eu navego em outras águas
Portugueses cantam as suas mágoas
Eu cá não os invejo
Saturday, February 14, 2009
Tuesday, February 10, 2009
Tuesday, February 03, 2009

João Miguel Tavares
Jornalista - jmtavares@dn.pt
Ah, como eu teria ficado mais feliz se José Sócrates, em vez de clamar contra os "poderes ocultos", tivesse dito que desocultava as suas contas bancárias. Era tão fácil. Estou a imaginá-lo a aproximar-se do microfone, na sua última conferência de imprensa, e em vez de falar em "insídias" e "ignomínias", dizer simplesmente: "Portugueses, nada tenho a esconder. Abdico voluntariamente do meu sigilo bancário. As minhas contas estão à disposição da Polícia Judiciária e do Ministério Público." Era tão fácil, não era?
Mas não. Sócrates preferiu deitar mão ao velho discurso da cabala, como se fosse um treinador de futebol no rescaldo de um jogo com arbitragem desfavorável. E não contente, despachou para as televisões os ministros que por ele nutrem a mais platónica das paixões, para sessões de gritinhos histéricos em directo, perorando enviesadamente sobre a ZPE e fazendo os portugueses passar por parvos, como se não existissem dúvidas inteiramente legítimas neste caso. Augusto Santos Silva e Pedro Silva Pereira não são o Bobby e o Tareco de José Sócrates. São dois ministros do Estado português. Convinha que se comportassem como tal.
Só que, infelizmente, no meio desta triste história, não há uma alminha sobre a qual possamos dizer "ora aqui está, este pelo menos agiu bem". De uma ponta à outra, a imoralidade atravessa todas as instituições que deviam sustentar o Estado em que vivemos. A reacção de Sócrates foi inaceitável. O comunicado da Procuradoria foi inacreditável, e mais parecia ter sido escrito por um assessor do primeiro-ministro no intervalo de um Portugal-Inglaterra, conseguindo o prodígio de ser desmentido pelas notícias do dia seguinte. E o que dizer da entrevista da procuradora Cândida Almeida, onde ela quebrou mais do que uma vez o segredo de justiça (por exemplo, na história do suspeito que não é muito suspeito mas apenas um bocadinho suspeito), ao mesmo tempo que informava ir abrir um inquérito sobre quebras do segredo de justiça? Seria hilariante, se não fosse tão triste.
Alguém, por amor de Deus, que tome a iniciativa de repensar o sistema de justiça de cima a baixo, que isto está a tomar dimensões insustentáveis. O que se passou está à vista de todos: após as chatices de 2004, a investigação entrou alegremente em banho-maria até os ingleses virem melgar com aquela carta rogatória, que colocou a polícia e o Ministério Público em cheque. Vai daí, aplicou-se uma velha técnica: isto é muito aborrecido de tratar, o mais provável é não haver provas suficientes para incriminar, porque é que não deixamos a comunicação social tratar disso? Assim foi. E assim vai continuar a ser. Até o País bater no fundo.
Thursday, January 29, 2009
Wednesday, January 28, 2009
Monday, January 26, 2009

Cena 1
O irmão mais novo da paquistanesa Mukhtar Mai foi acusado de ter namorado uma rapariga dum clã superior. O tribunal da aldeia reuniu-se e decidiu a pena: Mai iria ser violada pelos homens do clã superior. E foi!
Cena 2
A franco-marroquina Touria Tioulin foi violada por três rapazes no Dubai. Foi presa e condenada sendo acusada de ter tido "relações sexuais fora do casamento".
Cena 3
Alexandra, licenciada em História, casou-se com um marroquino e converteu-se ao islão. O marido deu-lhe a primeira ordem: lavar-se com a mão esquerda e comer com a direita. Segunda ordem: deixar de sorrir para as pessoas. Terceira ordem: não olhar mais para os homens. Primeiro acto: agrediu-a na cabeça por nãpo ter gostado da sopa que ela lhe fez. Segundo acto: deu-lhe violentos pontapés quando ela não concordou que ele enviasse dinheiro dela para sustentar a família em Marrocos.
Cena 4
Maria casou-se em França com um argelino que todos os dias a deixava trancada em casa e salgemada à torneira da banheira.
Cena 5
Lucinda casou-se com um marroquino e um dia, quando estava sentada à mesa para o almoço, cruzou as pernas debaixo da mesa e bateu sem querer com o pé na perna dum dos nove cunhados. O marido apercebeu-se da cena, puxou a mulher pelos cabelos, atirou-a ao chão com pontapés e arrastou-a pelos cabelos até ao quarto. Fechou a porta do quarto, deu dois estalos no bebé de dois meses que tinha começado a chorar, e continuou a bater na Lucinda.
Cena 6
A Constituição iraniana define que a vida de uma mulher vale metade da vida de um homem. No Paquistão uma mulher que tenha sido violada, tem de arranjar quatro testemunhas para o provar, ou considera-se que cometeu adultério.
Thursday, January 22, 2009
Monday, January 19, 2009
A CUNHA
Diário da República nº 255 de 6 de
Novembro 2008:
No aviso nº 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J.para um cargo de "ASSESSOR", cujo vencimento anda à roda de 3500 EUR (700contos). Na alínea 7:..."Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na... Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."
EXEMPLO 2
No aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de 450EUR (90contos) mensais.
Método de selecção:
Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos. A prova consiste no seguinte:
1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. -Regime de Férias, Faltas e Licenças;
3. - Estatuto Disciplinar dos
Funcionários Públicos.
Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações,exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.
Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.
Os cemitérios fornecem documentação para estudo. Para rematar, se o candidato tiver:
- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e
psíquicas do candidato.
ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 450 EUROS MENSAIS!
Enquanto o outro, com 3,500!!! Só precisa de uma cunha.
Exemplo prático
A família Sampaio...
A jovem distinta advogada Vera Sampaio (terminou o curso com média de 10 val) com uma carreira de "dezenas de anos e larga experiência" foi contratada como assessora pelo membro do Governo Senhor Doutor Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira, distinto Ministro da Presidência....















